BELMIRANDOS


MOEDA E PRODUTIVIDADE

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um tonto. Ele acha que o Real forte tira a competitividade da indústria brasileira, no mercado internacional. Ora, o que encarece os produtos brasileiros, tanto interna quanto externamente, é o excesso de ministros, o excesso de ociosidades e prevaricações nos serviços públicos, o excesso de autarquias, burocracias e funcionários supérfluos; o excesso de deputados, senadores e vereadores; o excesso de impostos e taxas para pagar tantos salários, mordomias e regalias; para cobrir tanta corrupção, desmandos e desperdícios, provocados por milhares de indivíduos ou incompetentes, ou desleixados, ou arrogantes, ou prepotentes, ou mal supervisionados.

 

Encarecem nossos produtos um sistema jurídico-policial ineficaz, capenga, caduco, irresponsável, provocando um alto custo particular de proteção para as empresas e famílias, que ainda assim são vítimas constantes de roubos e latrocínios devidos à incompetência do Governo.

 

Encarecem nossos produtos o alto custo de segurança bancária, paga em duplicidade pelo povo: em impostos e em taxas e juros bancários, já que o Governo não cumpre sua função e a transfere cinicamente às empresas, sem abrir mão dos impostos cobrados para suprir essa segurança.

 

Encarecem nossos produtos a falta de investimento em educação; a falta de remuneração digna aos professores, fazendo com que as pessoas capacitadas para essa função migrem para outras profissões, deixando o magistério relegado a aventureiros (ou a raros abnegados), com grande prejuízo educacional e formativo para o país. Graves problemas do Brasil derivam diretamente da péssima qualidade do ensino, inclusive a criminalidade. Só nesta questão, o país deve perder uns 30% do PIB. Um desastre que o Ministro da Fazenda não vê.

 

Encarecem nossos produtos um sindicalismo parasitário, predatório, radical e irresponsável..

 

Encarecem nossos produtos a anomia, a anarquia social, em que bandos de desordeiros sob conivência do Governo, invadem, a qualquer pretexto, propriedades alheias legalmente constituídas.

 

Encarecem nossos produtos o duplo pagamento com saúde e aposentadoria: ao SUS/INSS que não funcionam a contento e aos planos de saúde particulares, que começam entrar em colapso, por se basearem em lucro farto e ócio, e não em trabalho e filantropia.

 

Em vez corrigir os defeitos estruturais, fica o Governo, por miopia gerencial, aparelhando-se em extorquir mais e mais imposto, sequioso como as quadrilhas de bandidos. (Um cidadão que, ao ser vítima de assalto, procurar esconder seus pertences, passa sofrer covarde agressão física, se for descoberto sonegando valores ao assaltante. É o mesmo princípio da malha fina do governo, que pune com pesada multa quem tenta se esquivar do assalto federal.) Como a maior parte dos impostos no Brasil é truculenta e injusta, só pode ser classificada como assalto; e proteger-se contra assaltos é um dever legítimo do cidadão em defesa do fruto de seu trabalho e de seus compromissos familiares.

BFS, 27abr2012



Escrito por Belmiro Ferreira às 09h39
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Falkland ou Malvinas?

Falkland ou Malvinas  

Durante a longa fase bárbara da humanidade, o valor ou heroísmo consistia em invadir terras, conquistar, dominar ou aniquilar seus ocupantes. Essa torpe, cruel e sangrenta vilania representava os grandes feitos nacionais. Uma abominável prática, hoje repelida pela sensatez humana. No entanto, parece que alguns esquecem o direito de liberdade individual, o direito à paz; a opção de vida de cada povo. O mundo já está por demais vivido, sofrido e guerreado, para que se tolere que determinado território tenha que pertencer a uma nação maior ou mais poderosa.

No caso das ilhas Falkland ou Malvinas o que mais importa é felicidade dos seus habitantes. Se estes quiserem ser gregos, italianos, ingleses, argentinos, suíços, etc. ou nenhum destes, a decisão é deles. Que prevaleça o que mais lhes convém. Precisa ser banido da Terra este sentimentalismo desastroso de pátria como marca registrada. O que importa é o bem estar pessoal.

Agora, se fizermos entre os povos sul-americanos uma pesquisa isenta de bairrismo e preconceitos, considerando apenas o grau de civilização, perguntando se preferem viver sob a governança inglesa ou argentina, certamente a resposta esmagadora seria pela Inglaterra. Eu preferiria dez vezes o Reino Unido, que apresenta um brio civilizatório bem superior. A Argentina carrega um fardo sucessivo de maus governos, golpes armados, matanças entre si, torpes ditaduras, má gestão, falências, miséria. Que vantagem há em abraçar esse tipo de governo ou levá-los para um povo que vive longe dessas mazelas? É preciso não ter juízo perfeito, estar obcecado por conceitos geográficos fantasiosos, para cogitar em dar mais território à Argentina. É um povo que não vive inteiramente feliz, que traz ainda profundas marcas de amargo luto entre irmãos, filhos e cônjuges. Luto esse oriundo do próprio governo em diversas fases de prepotência, tirania e ditadura. Por que levar esse infortúnio para outros territórios? Por que estender a outros indivíduos o discurso demagógico e imprudente de quem dissemina o ódio, a vaidade, a pilhagem; ao invés de ensinar o trabalho, o amor, a cooperação, a ciência do viver-bem e do real progresso humano? É preciso cautela diante de quem nada tendo a oferecer, suscita discórdias e tumultos com o objetivo de disfarçar sua incompetência administrativa.

Belmiro Ferreira, 03abr2012.



Escrito por Belmiro Ferreira às 11h17
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SE BEBEM, NÃO GOVERNAM

Governo de fato não comporta anarquia. Onde há anarquia não há governo e vice-versa. São forças que se repelem.

Que é governo? É ter um rumo, objetivo, destino e dirigir todos os esforços, empenhos, diretrizes, normas, práticas, costumes em prol desse objetivo.

O governo de um navio consiste em ir com segurança e conforto ao destino. Fugir a escolhos, manter a segurança, a ordem, o trabalho produtivo etc. Um navio de amotinados, ou arremessado por impulsos incontroláveis das ondas, é um navio sem governo.

Num país, o governo consiste em conduzir o povo ao bem-estar, ao progresso, à paz interna e com os vizinhos. Isso implica em educação, disciplina, trabalho, justiça; coerência nas práticas, atitudes e costumes. Afinidade de princípios nas leis, onde os objetivos sociais sobrepõem os interesses particulares, respeitando-se os direitos fundamentais do ser humano.

No Brasil hodierno não há governo. Aqui prevalecem os interesses anti-sociais de vários grupos. Por exemplo, a ingestão de bebidas alcoólicas constitui uma desastrosa mazela social. Milhares de famílias são destruídas quando esse vício arrebata um ou mais de seus membros. São comuns os casos de espancamento de familiares, brigas violentas, gasto irresponsável dos proventos, falta alimento para os filhos, perda de emprego; assassinatos. Só no trânsito de veículos, o alcoolismo provoca cerca de 40 mil vítimas por ano, com irreparáveis danos materiais e humanos.


Se houvesse governo no Brasil, o consumo de bebidas alcoólicas seria tratado dentro do aspecto de sua grande nocividade social. Seria terminantemente proibida a indução a esse terrível vício; ao contrário do que se vê hoje, com escandalosa publicidade, para seduzir os jovens.  Sem contar o irresponsável figurante, que cede sua imagem para essa infâmia, duas figuras satânicas se aliam nessa questão, cada qual visando seu lucro (e dane-se o resto): os fabricantes dessas bebidas e os publicitários. O cinismo de ambos é tão descarado, que após a propaganda costumam afirmar: “Beba com moderação” ou “Se beber, não dirija”. Ora, a medicina nos informa e comprova que o primeiro efeito do álcool no organismo é tolher o autocontrole. Como então moderar-se ou controlar-se, após ter bebido? É a mesma trapaça que fazer indivíduo arrancar os freios do carro, e depois mandá-lo descer a ladeira com o pé no freio. Isso é escárnio do mais torpe.

Mas o Executivo, Legislativo e Judiciário acham que governam o país. Existem várias outras questões que desmascaram os três, como a gaiatice jurídica de algum mentecapto que desobriga o motorista de submeter-se ao bafômetro. Serão todos ébrios?

Belmiro Ferreira, 28mar2012



Escrito por Belmiro Ferreira às 18h25
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POR LEI, ERA PARA MATAR O JUIZ

Rigorosamente à luz da lei e da matemática, era melhor ter matado o juiz. É a macabra ironia das leis do Brasil, reflexo da baixa capacidade intelectual de seus juristas.

 

Brasil-Go-Vianápolis, fev2012, uma anciã de 74 anos é presa por não pagar pensão dos netos à sua nora.

 

Resumo do imbróglio, segundo se deduz: O filho da anciã separa-se da esposa e é condenado a pagar pensão alimentícia para os filhos. Ao ficar desempregado, sem poder pagar a pensão, o juiz manda prendê-lo. Em socorro do filho, a anciã assume a responsabilidade pela pensão, o juiz aceita. Posteriormente, sem condições de honrar a pensão, em virtude de sua baixa renda de aposentada, o juiz manda prendê-la.

 

Vejamos agora as trapalhadas: 1) A pena não pode passar da pessoa do faltoso; o juiz jamais poderia ter aceitado a transferência de responsabilidade, apesar da sua empatia e da avidez da anciã em socorrer o filho. Quem julga não se pode abalar por emoções; 2) Uma caminhonete de duas toneladas não pode receber dez toneladas de carga de um veiculo maior que quebrou; também faltou ao juiz análise da capacidade econômica, para acatar a transferência.

 

É de suma importância conhecer as leis. (Nas sociedades evoluídas, as leis visam ao bem comum e se regem por princípios éticos e morais. Não é o caso do Brasil, onde tontos se tornam legisladores e muitas leis são casuísticas, tendenciosas e irresponsáveis.) Por leis brasileiras, não pagar pensão alimentícia acarreta prisão, e prisão acarreta auxílio-reclusão. (Portaria 48 de 12fev2009 do INSS. Que direito tem o INSS de apoiar o crime, ainda mais usurpando poupança de seus segurados?) Portanto, se tivesse matado o juiz, em vez de fugir, cada filho do faltoso passaria a receber uma renda maior do que a pensão alimentícia decretada pelo juiz; e na cadeia ele teria várias regalias e ainda redução de pena por bom comportamento. Ou seja, o brasileiro sofre por desconhecer as leis do país.

 

Evidente que a lei do auxílio-reclusão precisa ser aprimorada. Assim, por exemplo, se o indivíduo mata um vereador, seu auxílio-reclusão recebe um adicional de 10%; matando um senador ou juiz-trapalhão, o adicional sobe para 20%; um deputado, 30% a mais.

É de suma importância ficar claro na lei o tipo de gente cuja matança o Governo incentiva mais.

Belmiro Ferrreira, 22mar2012



Escrito por Belmiro Ferreira às 12h08
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SP - GREVE DOS TANQUEIROS

SP - GREVE DOS TANQUEIROS

No início de março/2012, o prefeito de São Paulo, para descongestionar o tráfego, proíbe o trânsito de caminhões em determinados horários. Sentindo-se prejudicados, os caminhoneiros entram em greve. Em menos de três dias a grande São Paulo fica desabastecida de combustível, começando a paralisar tudo que depende de gasolina ou etanol. Isso serviu para expor a vulnerabilidade da cidade, sem fonte alternativa de suprimento de combustível e sem reservas. Uma grave falha de segurança, a ser tratada com muito zelo.

O fato é que erro só leva a mais erros. Em geral, os caminhões transportam cargas essenciais. Bloquear sua circulação pode acarretar graves transtornos. Não há de ser com faniquitos e medidas espasmódicas de inopino que se resolverão problemas profundos de urbanização e transporte. O ponto crucial não reside em trânsito de veículos; mas em focalizar a questão transporte e um sistema racional de habitação, produção e comércio, para que sejam assentados em núcleos urbanos inteligentes. O que existe hoje é resultante de crescimento desordenado, baseado em conveniências individuais, coletivamente insustentáveis. São Paulo caminha para o impasse absoluto, o atravancamento e o caos. Maior irracionalidade do que esse transporte automotivo individualista não pode haver. É o cúmulo da obtusidade, com perdas irreparáveis de horas de sono e de trabalho, desperdício de combustível e desastrada poluição do ar. Será que não existe alguém com juízo perfeito, capaz de parar para pensar e ver que tal insensatez não pode prosseguir indefinidamente?

 Ao vermos milhares de automóveis movendo-se diariamente em filas quilométricas, fica evidente a carência de transporte de massa e de gestão pública adequada. Contra fatos não há argumentos: os governantes falharam vergonhosamente. Limitam-se a cuidar dos efeitos e não das causas.

Agora, o povo, se não sabe votar, deveria pelo menos aprender a não aceitar medidas errôneas. Não dá mais para deixar a administração pública na base dos improvisos empíricos de aventureiros. É um assunto grave e sério, pois as consequências recaem sobre a população. Um grande problema é que muitos eleitores ainda adotam partidos políticos como se fossem times de futebol, o que impede de raciocinar com isenção.

BFS, 09mar2012



Escrito por Belmiro Ferreira às 08h38
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Temas Variados

BOLSA-FAMÍLIA – Diante de qualquer problema, o sábio procura ver as causas e saná-las; já o tolo contenta-se em atacar os efeitos; o que resulta inútil, pois a fonte do problema continua. Pretender erradicar a miséria com bolsa-família é asneira pura, é como enxugar gelo. Mas que outra coisa esperar de idiota, senão idiotice?  Idiotas em cargos eletivos produzem idiotices, para gáudio e contentamento dos idiotas que se satisfazem com idiotices. Quem elege esses idiotas são os alienados; ou seja, também idiotas. – BFS, 26nov2011

AVALANCHES PLUVIAIS x EDUCAÇÃO – Telejornal exibe áreas alagadas e casas das encostas com risco de desabar por deslizamentos de solo. No entanto, os moradores se recusam a deixar as residências com medo de saque. Nitidamente duas flagrantes falhas de governo: segunda, no processo de urbanização, construção e ocupação do solo; primeira, no processo de civilização, educação, formação moral do povo.  Se cuidasse adequadamente do primeiro processo, não haveria as falhas que acarretaram o segundo caso. Por esse diminuto exemplo, vê-se a grandiosa importância da educação. O que os governantes obtusos, escolhido por eleitores igualmente obtusos, não vêem. – BFS, 06jan2012

ESCOLHA DE GOVERNANTES - Colocar dentro de casa uma empregada desonesta, que rouba de todos os modos possíveis... Quem faria isso? Sabendo de antemão dessa aberração moral, certamente, ninguém poria tal pessoa em sua casa. No entanto, quando se trata de eleger vereador, deputado, senador, prefeito, governador ou presidente; o eleitor não toma o devido cuidado: vota em qualquer vigarista, trapaceiro, incompetente. Elege e reelege, sem dor de consciência, os mais refinados trapaceiros. O incompetente também é um pernicioso ladrão, pois recebe um salário em troca de serviço que não pode oferecer, por inépcia; e ocupa lugar de quem poderia exercer o cargo eficientemente; provoca, pois, incomensurável dano social. – BFS, 02fev2012

TEWITTER PREJULGADO – Erra o Governo ao processar o Twitter sobre alerta de blitz policial, feito por twitteiros. Regra fundamental: a punição não pode passar da pessoa do delinquente. Ora, se um indivíduo conduzindo motocicleta Honda, por exemplo, faz o mesmo alerta aos motoristas, ou se este motoqueiro pratica roubos e assaltos, não cabe o Governo processar o fabricante da moto. Cada indivíduo responde por seus atos.

Compete ao Governo punir, na forma da lei, o internauta infrator; não o provedor do serviço. Já o provedor é obrigado a fornecer ao governo todas as informações legalmente solicitadas, no sentido de localizar o delinquente, sem por dificuldade nem protelações, sob pena de sanção por cumplicidade dolosa. BFS, 08fev2012



Escrito por Belmiro Ferreira às 11h08
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DESABAMENTOS- RIO jan2012

PREDIOS - DESABAMENTOS

Noite de 25jan2012, por volta da 20h, ruem três prédios na av. Treze de Maio, esquina com av. Almirante Barroso, centro do Rio de Janeiro. Porque desabaram e como prevenir semelhantes ocorrências é a questão. Quem foi o culpado, quais as causas e os responsáveis por elas; são indagações que afloram. É o momento para aquilatar conhecimentos, causas e efeitos.

Pelos primeiros depoimentos de pessoas que presenciaram o desabamento: começaram a cair blocos de alvenaria do alto prédio, ouvem-se estalidos (ou estrondos, segundo alguns), imediatamente a seguir os três edifícios vêm abaixo em desmoronamento total e vertical. Não houve tombamento lateral, significando que toda a massa construída se desfez; desfez-se em fragmentos de entulho.

No prédio que desencadeou a queda, havia uma obra ocorrendo em pavimento superior, para adaptação de espaço. Pode ter sido a causa do desabamento? Claro, claríssimo, que pode. Mas afirmação, só depois de perícia técnica. Mas que perícia se pode obter sobre os escombros? Resta o depoimento de eventuais operários sobreviventes. No demais, só conjeturas.

Importante saber que qualquer obra pode ser perigosíssima na mão de ingênuos operários; pessoas que, por desconhecimento, passam a marretar violentamente contra determinado ponto, sem a mínima noção de risco quanto à estrutura predial. O mestre de obra, quando há, nem sempre é devidamente qualificado. Um inocente macaco hidráulico (fartamente usado) mal empregado pode até derrubar certos prédios.

Imaginemos um piso qualquer, com capacidade para duas toneladas. Essa resistência é para peso distribuído ao longo de toda a superfície. Se for concentrado esse e peso numa reduzida área do piso, haverá sua ruptura. Isto é, o piso afunda; vasa tudo para o pavimento de baixo, que também cairá sobre o próximo; e assim sucessivamente até o chão. Exemplo de outro perigo comum: para erguer uma viga (no teto), apoia-se uma escora tubular no piso e começa-se a girar a rosca (macaquear). Se a resistência do piso naquele ponto não for superior ao peso da viga, haverá rompimento, com desastrosas consequências. É muito raro um ajudante de obra estar atento para isso. Geralmente, são meros fornecedores de força braçal.

Outro ponto totalmente ignorado pelos práticos de obra (sem formação acadêmica) é o balanceamento das construções. Assim, podem quebrar uma parede (ou um bloco de alvenaria aparentemente inútil) e comprometer um ponto estrutural a vários metros distantes. (O peso destruído fazia o equilíbrio.) Acrescentar peso também desequilibra. E lá vai prejuízo. Às vezes gravíssimo.

Portanto, é preciso muito cautela. Não mexer em obras que envolvam manipular vigas, pisos, remoção de paredes, aberturas para ar-refrigerado etc., sem antes conhecer a técnica de construção ali adotada. A questão é mais crítica nos prédios sem estrutura de concreto armado (caso de construções antigas) e nos pré-moldados, em que cada parede faz parte da amarração. Romper qualquer ponto vital pode levar à queda em cascata.

 Consultar um perito confiável é fundamental. O difícil é achar um à mão.

BFS, 26jan2012



Escrito por Belmiro Ferreira às 19h41
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Corrupção, Educação, Ignorância, Voto

Pobres e ignorantes não deveriam votar. Entenda-se por ignorantes todos os que se deixam levar por aparências e engodos. Pobres e miseráveis são os mais vulneráveis a tais artimanhas, por isso não têm qualificação para votar. Devido à sua fragilidade de sobrevivência, fazem do voto uma moeda de troca. Visando a conveniências imediatas, vendem seu voto a patifes. Vendem-no por vantagens ilusórias, por não terem consciência de sua importância, do seu real valor; e pagam depois um preço muitíssimo caro.

A determinação dos destinos de um povo pela votação da massa de inscientes (a plebe ignara) constitui um flagelo nacional.

O pobre, em miserável situação econômica, precisa ser amparado e resgatado dessa situação; e não ser mantido assim, para ser maldosamente explorado. É inaceitável um sistema de governo onde exista tal desnível social e tal patifaria de conduta. O miserável não tem estrutura emocional para votar, mesmo para o próprio bem. Ele é o mais indefeso, o mais propenso a cair nas falsas promessas e armadilhas dos velhacos.

Como o ignorante escolhe indivíduos desqualificados, estes obviamente gerenciam mal as atividades públicas; e, por consequentemente fazerem maus governos, precisam enganar, iludir, trapacear, corromper, para se manterem no poder. Cria-se então o círculo vicioso da cumplicidade das incompetências: a do votante e a do votado.

A correção deste problema passa necessariamente pela educação: instrução, conscientização, formação ética e moral de cada indivíduo. Isto traz progresso ao país, mas inibe a ascensão dos patifes. Entretanto, quando os patifes já estão no poder, não querem educação; e tudo fazem para manter a ignorância e iludir os ingênuos com propagandas enganosas. Todo governante ruim faz maciça propaganda de si. Por outro lado: pela intensidade de publicidade, sabe-se se um governante é honesto ou patife.

Sobre a importância da educação para um país, vejamos o que afirma a presidente finlandesa, Tarja Halonen (ano 2011):

“É muito importante ter a coragem de alocar recursos para a educação básica. Um povo educado elegerá dirigentes honestos e competentes. Estes escolherão os melhores assessores. Com um povo inculto acontece exatamente o inverso. Um povo educado não tolera corrupção. Um povo educado sabe muito bem distinguir um discurso sério de uma verborreia demagógica. Um povo ignorante desperdiça os seus recursos e empobrece. Um povo ignorante vive a iludir-se, e deixa-se iludir. Um povo educado prospera mesmo em condições adversas!”

Esse texto, de certa forma, sintetiza o escopo de meu livro Cidadania, uma Conquista Solidária.

Sem a formação adequada dos cidadãos, não se conseguem corporações moralmente íntegras; quer sejam compostas de juízes, delegados, policiais, médicos, engenheiros, políticos etc., pois todos saem do mesmo rebanho devasso, fruto da incúria governamental. Uma das consequências nefastas desse desleixo está sumariada nesta assertiva de Aécio Gusmão Cavalcanti:
A corrupção grassa na federação, estados, municípios, em instituições públicas e privadas, no dia a dia do comportamento de muitos cidadãos. Deixamos de tomar providências contra ela em seus primórdios e ainda elegemos e reelegemos corruptos e corruptores, não os combatendo nem punindo. Agora que a epidemia se espalhou pelo tecido social, a erradicação é muito mais difícil, pois altamente contagiosa.”

Belmiro Ferreira 26ago2011



Escrito por Belmiro Ferreira às 08h19
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INSS, Segurado e Sen. Paulo Paim

Publico carta de leitor, cujo nome é abreviado por questões de privacidade.

“Abaixo, resposta do Senador Paulo Paim à minha carta, de18ago11, em função de artigo do jornal O GLOBO sobre a atitude da presidente em retirar o aumento dos aposentados, anteriormente acordado acima da inflação. – JRG

Senador,

Agradeço sua pronta resposta à minha carta enviada aos jornais e, se fui agressivo e desrespeitoso, peço que releve pela revolta de quem – como milhares de outros – é vilipendiado e desprezado por governos seguidos, apesar da promessa gravada, em meu poder, do Sr. Lula que “prometia” a restauração de cada provento. O cumprimento de sua promessa foi só para si, que hoje está bilionário e se dizendo, fantasiosamente, protetor dos pobres – e os aposentados são o que – a ralé?

...

Com os meus respeitos, – J R G

De: Sen. Paulo Paim []
Enviada em: quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Para: J R G
Assunto: RES: Cartas aos jornais

Prezado Senhor J R G

Agradeço o contato com nosso mandato..

Não existe o propagado déficit nas contas da previdência.  Essa é uma inverdade que vem sendo repetida há muito tempo no país. O déficit é apontado apenas por aqueles que consideram somente as contribuições de empregados e empregadores, sem lembrar que a Constituição de 1988 também destinou à Seguridade Social parte das receitas de tributos como Cofins e PIS, entre outros, além de parte das receitas das loterias.

Quando se consideram esses recursos, além das contribuições de empregados e empregadores, conclui-se que a Previdência Social é superavitária.

Desses recursos previstos na Constituição, cerca de R$ 50 bilhões foram desviados, sem que houvesse ilegalidades, para o Ministério da Fazenda, para o Ministério da Ciência e Tecnologia, entre outros.

Por isso, a importância de ser aprovada a PEC 24/03, de minha autoria, que prevê o bloqueio ou contingenciamento de dotações do orçamento da seguridade social.

Enquanto Deputado, solicitei auditoria ao TCU - Tribunal de Contas da União. Foi confirmado em seu relatório de que a previdência é superavitária.

Governos sucessivos desviam os Recursos da Seguridade Social para outros fins.

Portanto, a previdência é viável sim, e está passando do ponto de vista econômico, um dos melhores momentos. Dados da ANFIP no estudo “Análise da seguridade social 2010” o Orçamento da Seguridade Social voltou a apresentar superávit superior a R$ 58 bilhões. Isto representa um aumento de quase 100% em relação a 2009, quando o superávit chegou aos R$ 32 bilhões. Isso é ótimo, nem o governo fala mais em déficit! A verdade é que sempre defendi a idéia de que a Seguridade é superavitária e provei isso diversas vezes. O resultado de 2011 já demonstra um saldo nominal positivo de mais de 11 bilhões. ...

Defendo um caixa único para a seguridade social, a gestão quadripartite e uma intensa fiscalização para que não haja sonegação.

Saiba que não estou calado, tenho me manifestado por intermédio da imprensa e da tribuna do Senado Federal, apresentando dados que comprovam a realidade acima mencionada. ... Gostaria de convidá-lo a assistir o programa “A Previdência é superavitária” na TV Paim pelo portal www.senadorpaim.com.br

Um forte abraço e cordiais saudações, - PAULO PAIM”

 

Reproduzido aqui em 22ago11



Escrito por Belmiro Ferreira às 10h11
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Cadeirante, Biblioteca, Botafogo, Ônibus

Falta de Pensar

Temos escassez de pensadores e excesso de pregadores. Sobra a tendência de espalhar ideias sem refletir. Ouve-se ou aprende-se algo, bom para determinada circunstância, e já se põe a propalar esse remédio como a panaceia geral.

Adotou-se rampa para cadeirantes em alguns prédios, por necessidade real. Agora os repetidores de ideias alheias querem fazer tais rampas em todo e qualquer lugar.

Um exemplo específico: Cogitam de criar rampas para cadeirantes na Biblioteca Popular de Botafogo. Por que? “Temos que atender aos direitos dos cadeirantes”   dizem.  Mas como? O direito do cadeirante é ter atendidas suas necessidades. Que necessidade é essa que a BPB pode suprir? Livro. Então, estaremos atendo muito melhor ao cadeirante levando-lhe o livro. – Pensar faz bem e impulsiona o progresso.

É uma verdadeira maldade impor a um cadeirante o sacrifício de se deslocar até a referida biblioteca para consultar seu índice de acervo e, quiçá, obter um livro. Sem dúvida, uma falta de bom-senso.

O que falta mesmo, e falta categoricamente há mais de três décadas, é a informatização dos registros bibliográficos da BPB. Chega ser constrangedor, em plena cidade do Rio de Janeiro, em pleno século 21, a principal biblioteca do município, continuar em seu método arcaico de registro de acervo, consulta e anotação de empréstimos. Os fatos falam por si de como tem sido negligenciada a administração das bibliotecas municipais. Inexplicável e inaceitavelmente a prefeitura do Rio de Janeiro continua muito capenga nesse particular.

Outra insensatez é a exigência de acesso para cadeirante na frota regular de ônibus. De que mente afoita saiu tamanha irracionalidade? Impor todo esse investimento, todo esse desperdício, porque poderá um dia, em um milhão de viagens, alguém por um pequeno trecho de rua usar esse serviço, e que jamais será plenamente satisfatório. É óbvio, mais do que claro, que a solução sensata é ter veículos especiais que, mediante chamado, conduzirá o cadeirante do ponto de origem ao de destino. Isso, sim, constitui solução eficaz, inteligente; sem desperdiçar recursos, nem tempo nem desgaste físico.  A necessidade desses deficientes é de meios que os levem de um ponto a outro. E, definitivamente, o ônibus urbano não é a melhor opção.

Belmiro Ferreira 18ago2011



Escrito por Belmiro Ferreira às 10h09
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INSEGURANÇA PÚBLICA

 A Queda da Maçã

Por séculos afora, muitos viram maçãs caindo do pé, sem atentar para a causa. Foi preciso surgir Isaac Newton. Similarmente, fenômenos maciços, estarrecedores, continuam desafiando olhares desatentos; ou seja, a onda crescente de criminalidade do Brasil. Será que ninguém atina com a causa. Chegamos ao fato estapafúrdio de locutores de TV e jornalistas se limitarem passivamente a informar que, em dado período, o número de assassinatos, ou de assaltos, ou de latrocínios etc. cresceu ou diminuiu tantos por cento. Tal se esses crimes fossem atividades normais, como produção de arroz, batata ou feijão.

Não são esses noticiaristas indivíduos pensantes, providos de sentimentos? Ou já perderam a capacidade de indignar-se? Não elevam a voz para combater a causa. Ou não têm noção da causa? Não sabem por que as frutas caem do pé.

A área que mais cresce no Brasil é a de presidiários. Delegacias e presídios abarrotados. Milhares de delinqüentes livres, por falta espaço para tantos criminosos. Isto é o retrato nítido, claro, insofismável de quem?

Quando a indústria lança no mercado produtos cada vez mais evoluídos, sabemos claramente que resulta do seu investimento em pesquisa, desenvolvimento e talento humano. Isto é iniciativa privada.

A criminalidade é resultado direto de ação ou inação governamental. O governo é o incumbido de educar, ensinar, formar os indivíduos, civilizar, coibir desvios, julgar, processar, punir. Não há a mínima dúvida: a causa precípua da criminalidade é o governo central. Foi ele que recebeu essa tarefa da sociedade, e é muitíssimo bem pago. Faltam-lhe brio, vergonha, inteligência. Sobram-lhe desleixo, incompetência, prevaricação, irresponsabilidade. Faltam vozes na mídia para cobrar serviço do governo, apontar-lhe a falha e a responsabilidade a cada crime que ocorre.

No sistema federativo do Brasil, nenhum município ou estado pode alterar ou criar leis contra o crime. Estão sujeitos às leis federais. Portanto, o responsável pelo crescimento criminal é, em primeiro lugar, o Presidente da República e, em segundo, o Ministro da Justiça. São estes os dois responsáveis por tantas famílias enlutadas. São eles os protegidos dos locutores de TV.

O crime cresce devido ao sistema perverso do Brasil, onde prevalece a omissão. O presidente não se vê responsável, nem seus ministros, nem o secretário de segurança, nem o delegado, nem o detetive, nem o soldado, nem ninguém. Não existe um hierarquia rígida de responsabilidades.Todos na sombra, sem qualquer cobrança. Mas eles são comparsas da prevaricação. Entende-se que se protejam. E a mídia? Por que o silêncio altamente nocivo à sociedade? Por que não cobram eficiência dos responsáveis?

Belmiro Ferreira da Silva - 20jun11



Escrito por Belmiro Ferreira às 12h27
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DESPERDÍCIO NA SAÚDE ...

DESPERDÍCIO NA SAÚDE 26.02.2011 (Carta de Leitor)

 Pela terceira ou quarta vez a TV denuncia o descaso dos inúmeros municípios que receberam ambulâncias do Min. Saúde e estão todas paradas, deteriorando-se nos pátios locais. Cada município apresenta uma justificativa diferente que, juntando todas, chega-se a uma única conclusão: total desorganização do Ministério que investe e distribui viaturas sem a devida orientação para seu uso. Este é o resultado de colocar pessoas apadrinhadas nos lugares chave, desprovidas do necessário conhecimento para exercer tais distribuições – ou seriam lá colocadas estrategicamente para melhor desviarem verbas nas licitações?. É o dinheiro dos impostos que são diluídos sem atingirem suas finalidades. E o governo apregoa que precisa ressuscitar a CPMF para obter mais verbas para a saúde – para serem desperdiçadas ou desviadas? – O que a saúde precisa não é de mais verbas, mas de organização, seriedade e responsabilidade.

 J. R. Gullino – Petrópolis, RJ

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Em qualquer empreendimento ou organização, são necessários quatro requisitos fundamentais: honestidade, habilidade (ou competência), disposição para o trabalho e responsabilidade pelos atos. Dificilmente se encontram tais requisitos nos órgãos públicos.

Agora, quando se trata de um governo que tem seu núcleo e sua base majoritária formados por vigaristas, malandros, trapaceiros e ainda por cima ineptos, a consequência é desperdício, roubos, desmandos, péssima qualidade de produtos e serviços, e, fatalmente, necessidade de mais dinheiro (IMPOSTOS), para compensar a incompetência e desonestidade. Por isso sempre afirmo, categoricamente, quanto mais incompetente o governante, mais ele precisa aumentar impostos; seu cofre é um poço sem fundo. O povo não deve tolerar esse tipo de governante. Precisa se revoltar e baní-los.

Belmiro Ferreira, 27fev2011



Escrito por Belmiro Ferreira às 09h30
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DEMOCRACIA ERRÔNEA

Dentre as várias modalidades de governos já experimentadas na humanidade, muitas desastrosas, a democracia é ainda a mais evoluída e benéfica. Contudo, pressupõe princípios basilares que não podem ser menosprezado. A quebra de qualquer dos seus fundamentos compromete o objetivo final, que é o bem-estar geral ou a justiça social.

Numa empresa ou empreendimento qualquer, a obtenção do melhor resultado implica necessariamente em colocar a execução de cada tarefa em mãos do melhor qualificado. Isso implica em escolha criteriosa, racional e sem tendenciosidade. Aqui reside um dos mais cruciais problemas do processo democrático: como escolher, através do voto popular, com isenção ideológica e interesseira os diversos dirigentes de cargos públicos, com garantia de qualificação técnica e virtudes morais?

Por ser o governo exercido ou referendado pelo povo, caiu-se no disparate de estender o voto à grande massa desqualificada para tal função. O voto no Brasil é uma desgraça; uma burrice sem paralelo na história da humanidade.

Votar é escolher o melhor, o mais firme em seu caráter, ou o menos vulnerável a atos ilícitos. Para diagnosticar um mal, precisamos do mais criterioso médico; não é tarefa para aventureiro. Escolher um administrador público é parecido; não é tarefa para crianças, para analfabetos, para inexperientes, para ignorantes ou fanáticos.

Votar requer estudo e longo preparo. O indivíduo que instituiu o voto de analfabeto é um alienado mental, totalmente avesso à ciência, à lisura, à ética, aos princípios de progresso.

Se votar exige qualificação, o mesmo procede para o votado. Ou seja, para ocupar cargo eletivo, é mandatório que o postulante seja comprovadamente qualificado, através de curso universitário ou equivalente.  É a mais pura e total imbecilidade instituir que qualquer indivíduo pode intitular-se e concorrer a qualquer cargo eletivo, inclusive ao de mais alto mandatário a república. Isso só é concebível na cabeça de idiotas, mentecaptos irresponsáveis, sem qualquer noção de gerenciamento de pessoas, bens e demais recursos profissionais ou naturais.

Fora da ciência, fora da honestidade e trabalho, só iremos encontrar perfídias, trapaças, roubalheiras e graves prejuízos sociais.

Será preciso mais provas do que vem ocorrendo no Brasil? Se a educação foi desprezada, relegada a último plano, tudo o mais sucumbe. Entendamos que ser honesto, eficiente e honrado é algo que tem de ser ensinado sim, e com muito rigor.

A grande população sofre com esse estado de coisa, mas os patifes dele se beneficiam, por isso querem perpetuar o povo na ignorância e manter as regras políticas favoráveis aos canalhas. E o povo jaz omisso em sua letargia.

BFS, 20fev2011



Escrito por Belmiro Ferreira às 09h29
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JUSTIÇA & INVASÃO DO MST

06.02.11 – Carta de Leitor 3

Diante da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que arquivou o processo contra o MST pela invasão da fazenda de Cutrale, em 2009 – presenciada por todos a destruição dos laranjais, há que se questionar: para que manter uma justiça deste quilate?  E como fica o dono da fazenda – somente com seu prejuízo? Como o cidadão vai confiar em tal justiça? Já temos um Congresso parasita que nada faz além de obedecer ordens do executivo, um STF e um  STE que já entraram no mesmo esquema, debaixo de cabresto. Por que então não fechar tudo e mandar procurarem um emprego, em vez de serem sustentados com mentiras além de excesso de mordomias, como cordeiros de salão? E o país ainda pretende se intitular de democrático, com ilusão de entrar para o primeiro mudo, carregando tal fedentina tão contagiante que embrulha o estômago de qualquer um? E o pior é que nenhum deles sente vergonha nem pudor pelos descalabros cometidos. Ficam, portanto, liberadas todas as invasões do MST com o beneplácito do governo e da justiça. E a imprensa, que está cantando loas para Da. Dilma, deve ir com calma...

 Pobre Brasil, por ser tão ridículo e descarado – um verdadeiro lupanar.

J. R. Gullino - Petrópolis, RJ



Escrito por Belmiro Ferreira às 09h49
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NATAL 2010

Natal 2010

Neste momento afetivo de congraçamento e júbilo, convém que mais do que festividades, ele nos leve também à reflexão. Grandes têm sido as conquistas humanas no campo científico, pois a ciência se apoia em fatos coerentes, lógicos, verdadeiros.

Madre Teresa de Calcultá alertava que “a pessoa mais perigosa é a mentirosa”.  Esse perigo mais se multiplica quando a falsidade é adotada como prática normal dos governantes. Eis o grande flagelo da humanidade. Parece que nunca tivemos um período tão farto de maus governos. Daí o retrocesso humano, contrastando com o progresso tecnológico: os governantes atrelados à mentira; os cientistas atrelados à verdade.

Através da mentira, degenerou-se o sistema democrático, passando a prevalecer a visão de ingênuos e desinformados no exercício do poder.

Nosso maior desejo de Natal é que volte a prevalecer no mundo o postulado da verdade, levando, consequentemente, os povos ao real desfrute da paz e inabalável justiça social.

Fragilizadas ficam as instituições quando assentadas em fantasias e falsidades; quando seus titulares buscam servir-se dos cargos, ao invés de servir a seu país. Infeliz do povo que não sabe discernir a verdade das publicidades enganosas dos ardilosos governantes.

Justiça social só perdura quando apoiada no trabalho, na moral e no respeito. A paz implica em banir da mente os preconceitos daninhos, nocivos ao convívio harmônico entre todos. A paz só perseverá quando o amor ao próximo estiver acima de quaisquer diferenças institucionais, raciais, nacionais, religiosas etc.; quando as pessoas se virem como iguais, e não como diferentes robôs forjados e alimentados por fanáticos. Entendamos que o amor é nato; o ódio é que forjado e disseminado artificialmente. Urge interromper-se essa alimentação.

Belmiro Ferreira – 25dez2010



Escrito por Belmiro Ferreira às 11h50
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